Como manda a tradição, o veludo sempre foi o fiel escudeiro dos dias frios, mas nesta temporada ele deixou de ser coadjuvante para assumir o protagonismo.
Nas passarelas da Europa, o ‘veludão’ — com sua textura densa e brilho profundo — dividiu a cena dos tecidos nobres em desfiles, reafirmando que a sofisticação agora se sente pelo toque.
A tendência atravessa o oceano. Afinal, mesmo em um país tropical como o Brasil, os dias frios exigem essa transição para uma elegância mais robusta e na qual a maquiagem acompanha o peso e o luxo dos tecidos.
É nesse cenário que se consolida o conceito de velvet makeup. Mas o que significa isso na prática? Diferente do verão, marcado pelo brilho intenso e pelo aspecto molhado do gloss, a maquiagem velvet busca traduzir a maciez do tecido para o rosto, mas, diga-se, sem radicalismos. É um acabamento semimatte, que busca um efeito de desfoque, mas sem perder o viço. O objetivo não é uma pele opaca, mas sim um rosto que parece abraçado pela suavidade de um filtro natural.



O segredo para não errar e evitar aquele aspecto excessivamente seco está no equilíbrio: uma hidratação potente antes de tudo. Para que o veludo revele sua melhor versão, a pele precisa estar viçosa. Assim, o pó entra apenas para selar e conferir o toque sedoso, mantendo a luminosidade em pontos estratégicos.
Quanto ao blush, evite marcações fortes e opte por produtos em pó com efeito acetinado. Cores como rosa queimado, malva e ameixa devem ser esfumadas. A ideia é causar efeito de levíssimo rubor.
Nos lábios, o conforto é essencial. Os batons surgem em texturas matte comfort, que deslizam com facilidade e entregam cores profundas como o bordô, o vinho e os terrosos acinzentados — tons que, aliás, dominam a paleta da estação. Ao adotar o velvet makeup, é traduzido o glamour europeu para a nossa realidade, celebrando um inverno absolutamente refinado.
Fonte: Angelia Nicoletti